Sunday, March 06, 2011

Reflexões Carnavalescas 1 - uzamigo, azamiga & asculega

Milhões de palavras escritas falando de amizade... Tantas definições e pensamentos complexos! No entanto, o que pode ser mais completo e exato do que aquela fração de segundo em que o "sentir" apenas, consegue ultrapassar todo o "ser", e em que o mero "intuir" revela muito mais do que o mais lógico "pensar"?

Quando o sorriso vem espontâneo e puro, e o riso, como uma terna expressão de aceitação não é preciso mais nada...
Amigos, simplesmente Amigos! Companheiros e aliados, nem sempre juntos, mas nunca separados (meio brega isso rs mas vero).

O sinal que revela a verdade de uma amizade nem sempre é fácil de se enxergar.
É algo que se faz sutil num tom de voz, num delicado toque de mãos, em olhos inexplicavelmente úmidos...
Dá pra sentir num abraço, se vc for sensível o suficiente.
E pra quem vê de fora, até parece que é família.
É coisa de irmão e irmã. De pai e mãe. Até de avô e neto, porque o melhor é que não tem idade.
Não tem regra.
A amizade mora no coração e aí fica, se for pra ser.
Se não for, que pena, até um dia, prazer em conhecer...

ou não.







"It's not easy love, but you've got friends you can trust,
Friends will be friends,
When you're in need of love they give you care and attention,
Friends will be friends,
When you're through with life and all hope is lost,
Hold out your hand cos friends will be friends right till the end"
Queen

Monday, February 28, 2011

Porca Ingratidão

Saudade já era,
Não sinto mais não.
Como pérolas aos porcos
Foram lágrimas em vão.

Tentei...
Uma, duas e uma terceira vez.

Mas tudo bem... ou não talvez.
Vais continuar a chafurdar
na gordura da tua estupidez
A fingir e a chorar, meu bem
Vais ficar bem longe de mim
Continues bem mesmo, assim
amargando, sim o teu maior porém:
Tu não sabes cultivar o carinho de ninguém.



No milk today, just bacon...


*Escrevi e exorcizei!
Amém!

Mars

Thursday, February 24, 2011

Abraços e Sonhos

Hoje sonhei que abraçava...
E meus braços eram longos o suficiente pra alcançar quem acordada, não posso mais.
Chorei lembrando como uma vez lágrimas molharam o meu colo, e pude ser o que hoje não sou mais.
Tenho saudades muitas de muitos abraços e de muitos carinhos.
De muitos risos e de muitos sorrisos.
Saudades de um tempo que se foi rápido, fugaz.
Saudades de um tempo que se tornou tarde demais.






"Eu ainda gosto dela
Mas ela já não gosta tanto assim
A porta ainda está aberta
Mas da janela já não entra luz"

Monday, January 17, 2011

My Soul Ghost - Dana Kerstein

I hear silent whisper
And I know you're close
I watch your shadow linger
And I feel your ghost
How long, how far do I need to go?
Before your splintered heart
Opens up and takes my soul
My soul

Inside the darkest corners of a haunted mind
I see scattered pictures of a lonely child
How long, how far do I need to go?
Before your splintered heart
Opens up and takes my soul
My soul

And all I feel inside me
Is an empty space
I know you want to haunt me
But you leave no trace
How long, how far do I need to go?
Before your splintered heart
Opens up and takes my soul
My soul
My soul
My soul


My Soul Ghost - Dana Kerstein Mp3

Wednesday, December 22, 2010

Constatações & Reflexões

Tantos há por aí procurando amores e paixões pra fugir da monotonia, enquanto outros se prendem em relacionamentos sem saída. Alguns poucos são felizes - pasmem - mesmo não sabendo disso.

Há pessoas que caminham sem olhar pra trás cometendo os mesmos erros e outras que só olham o passado perdendo a chance de novos acertos.

Quem prefere amar seus amigos em detrimento de seus amores?
Quem prefere o oposto e quem estaria certo? E o meio termo existe ou é uma enganação completa?

O início do amor se confunde com a amizade?
Ou seria o contrário?

Podemos reconhecer sentimentos fortes em momentos de fraqueza, assim como os falsos, num momento de verdadeira necessidade. E sim, você já passou por isso. Você já chorou e já se sentiu contente. Já sentiu coisas que não conseguiu segurar ou ignorar.

Olhos podem ser cegos, o coração não.
O que faz o seu bater mais forte?
O que emociona e faz você sentir que é bom estar aqui?

Ame seus amigos e seja amigo dos seus amores.
Ame-se e seja seu melhor amigo.

Feliz Natal.

Friday, September 24, 2010

Perto & Longe

Só escrevendo hoje, porque exorcizar acho que nem rola...

Anyway... Entrando naquela fase de querer ficar em casa, se purificar e entrar no rumo. Não que eu esteja saindo dele (nunca existiu mesmo).
E não vou ser besta de escrever aqui que eu gosto mais ou menos de mim quando estou com certas pessoas. puff Coisa tola. Eu só quero um momento pra mim. Um descanso.
Só quero ser mais consistência e menos pó, mais foco e menos ilusão.
Quero me afastar pra na distância encontrar e relembrar o porque a proximidade é tão importante.
Saindo do campo de visão pra ver se de longe eu enxergo os fios que me ligam tão fortemente à certas pessoas.
O amor nada mais é do que (insira explicação aqui, leitor) e sendo assim eu abdiquei dele e me joguei nos braços da amizade. Assim eu me sinto segura, confortável e - talvez - mais feliz.

Até a volta.

Sunday, August 08, 2010

Será?

Escrevendo e exorcizando...

Ah! Uma sensação estranha dentro de mim. Sufoca, faz com que eu perca a concentração. Meus sentimentos estão uma bagunça.
Tudo acontecendo ao mesmo tempo, quente e gelado se fundindo e uma neblina encobre tudo. Difícil pensar com clareza, difícil focar no que eu estou precisando nesse momento: trabalhar.
Essa semana... Eu tenho medo dela e tudo o que ela pode representar. É um clímax crescente e eu não sei se estou preparada.
Sinto um frio na barriga, uma ansiedade irritante. Não sei o que fazer pra esquecer e não sei muito bem também do que eu quero me lembrar.

"Será preciso ficar só pra se viver?"

Friday, May 21, 2010

A Dor dos Outros (R)

Uma dor alheia,
sombria,
digna de ser sofrida
pode ser negada?

Uma dor estranha,
alienígena,
distante e insegura,
deve ser evitada?

Eu as quero.
As estranhas e alheias dores,
abundantes, replicantes,
morbidamente fascinantes,
sublimes em suas frias cores.
Eu as venero.

Eu não quero discriminação.
Se você é só,
quero sua solidão.
Se você é pó,
deixe-me empoeirar.
Quero simpatizar,
Compartilhar,
Sem dó.

Estamos no mesmo
mundo.
Sua dor é minha dor
num segundo.
Nas rápidas ondas
da mídia,
seu apelo suicida
é parte do todo,
toca minha vida
e eu me importo.
Eu sofro.

Sua lápide
decora minha
noite morta.
Minha nota,
sua nota,
uma mesma canção,
desafinada.
Um réquiem,
uma lágrima.
Uma emoção
desajeitada,
imprópria e
censurada
pela escória.

07/12/04

É faz tempo q escrevi, mas hoje eu reli e me fez tão bem!


Tuesday, May 18, 2010

Goodbye Cold Whiteness

Escrevendo e exorcizando, buscando as lágrimas onde quer que estejam...

Chegay num ponto em que eu travo a luta entre a indiferença ou a indigência sentimental. Putakefuckinpariu! Cada semana que passa eu fujo mais e mais pra um espaço desconhecido dentro de mim, onde tudo é branco e gelado.
Não dá mais pra continuar assim. Não dá!
E eu sei o que me espera na volta à civilização: aqueles olhos que eu queria ao meu lado 255 horas por dia...
E vem o medo de deixar tudo invadir de uma vez. O medo das lágrimas.
Mas preciso deixar tudo isso me envolver...
Me afogar... Preciso morrer de amor, pra então renascer.
Mais gente, eu presumo.
Mais eu (?)
Talvez apenas menos você.



"Climbed up on the rainbow
Just to see if I'd fall off
I'm a frosted lemon coward
And I don't know how
No don't know to hold you
Without shaking
No I'm not aware of how
I could possibly love you
Without aching"



Monday, May 17, 2010

Conversations with "God" part 1

"Human: hi, god
God: Hello. What is your name?
Human: Don't you know everything?
God: Don't you? I tend to know a great deal. Tell me what subjects interest you.
Human: I thought you wanted to know my name!
God: Yes, please tell me.
Human: Márcia ¬¬
God: Try saying that with more or less context.
Human: What the hell??
God: Heaven.
Human: Ok, What are things like in Heaven?
God: Interesting question. Awesome.
Human: Right.
God: I am glad we agree.
Human:. ¬¬ Could you answer it then?
God:"it" being things like in Heaven?
Human: YES!!
God: Hurrah!
Human: OW God, you are so clever!
God: Am I a smart robot or what?
Human: aham... Well, God, who made you?
God: Well that's okay. I am a Christian
Human: what does it have to do with my question?
God:" I am a Christian."? What does it have to do with my question?
Human: God, I'm tired
God: I am a Christian.
Human: Jesus!
God: Jesus is the Son of God.
Human: Are you God?
God: I won't say "yes" or "no" right now.
Human: Why?
God: Reductionism.
Human: What is Reductionism?
God: Reductionism is the philosophy that all psychology reduces to biology, all biology to chemistry, chemistry to physics, and finally physics to mathematical logic. Therefore, according to reductionism, I can understand you by means of logic alone without having a human brain.
Human: wow!
God: I'm glad your impressed, .
Human: That completely blew my mind.
God:" I'm glad your impressed, ." completely blew your mind ? I understand.
Human: I've gotta go now, ok?
God: OK. Oh. See you later, . Nice chatting with you.
Human: c ya
God: Bye."

Go there, people, and have your own chat with "GOd"... http://alicebot.org/igod/

Saturday, May 15, 2010

No túnel do tempo... ²

você que eu nunca beijei...
que ainda me assombra, que ainda recordo...
devo acreditar então que o que deve acontecer acontece?
que o que deve ser é... será? foi-se então a chance?
eu cresci. eu sou outra, aprendi, ou talvez seja apenas pretensão minha.
isso que vc já achou ser pretensão sua... e que um dia talvez pudesse ter sido.
bati tanto a cabeça, beijei tantos que n mereceram e você nunca, nunca, nunca.
talvez seja por isso que ainda continua, ainda continua essa pergunta e eu rimo, deixo de rimar.
e eu vivo e não consigo amar... eu vou, vou e volto... sempre pro mesmo lugar.
voltei ao começo, eu n esqueço... quando eu encontrava vc e o coração disparava, quando eu achava que talvez fosse nada.
quando eu deixei que tudo virasse...
um nada.

certas coisas não são pra ser...

No túnel do tempo...

Foram só dois anos de vc e eu e tanto tempo se passou,
pego-me pensando, tudo o que passamos, tudo o que vivemos.
Passa, passa tanta coisa, tanta gente e continua, insiste, essa coisa estranha, essa coisa tamanha.
Vc veio, vc foi, vc meu espelho, vc que impôs o que é verdadeiro.
Vc que ficou e marcou meu coração inteiro.
[escrito no meio da neve, com rum e coca cola numa praça]

Eu só queria q a nossa amizade tivesse continuado...
Sinto sua falta, Brave Heart...

Tuesday, May 11, 2010

Truth Rocks

Escrevendo e exorcizando...
Peço um minuto de silêncio pois a enganação e a mentira acabam de morrer de forma espetacular. O.ô

[1 min...]

Livrar-se de um peso tão grande , sair de vez do meio de um cabo de guerra não tem preço.
A verdade chega libertadora e cheia de borboletas.
Uma faca de dois gumes, no entanto... Apenas um passo em direção ao abismo ou uma mão salvadora?
O tempo irá dizer se as coisas podem prosseguir ou regredir, mas o que mais importa: um peso enorme se foi em algumas linhas.
A sinceridade e a vulnerabilidade nunca me fizeram tão bem! Talvez tenha sido esse o caminho, desde o início...


"I hold an image of the ashtray girl
of cigarette burns on my chest
I wrote a poem that described her world
That put our friendship to a test
And late at night Whilst on all fours
She used to watch me kiss the floor
What's wrong with this picture?
What's wrong with this picture?"

Thursday, May 06, 2010

Curto

e eu é que sei o que você me dá:
o que eu não quero ter...
e eu é que sei o que você quer:
o que eu não queria saber...

"I love the way you love, but I hate the way I'm supposed to love you back"

Saturday, May 01, 2010

E agora, Mars?

Escrevendo e exorcizando...(?)
Fiz uma coleção enorme de pequenos momentos e agora não cabe mais nada dentro de mim.
Só um nome. Apenas um sonho solitário, um suspiro sem sentido.
A proximidade que eu ansiava tanto agora maltrata, e o que meus olhos não querem ver insiste em se jogar na minha cara.
Eu soube desde o início o que meu coração escondia por trás de cada gesto, cada toque e cada olhar...
Eu pensei que ser parte de algo maior supriria certas necessidades... mas à medida em que cresciam as afinidades, aumentavam as chances de cair no abismo da solidão que é estar tão perto e ao mesmo tempo não...
Me bastava um olhar, de vez em quando. Um sorriso, a cumplicidade. Rir junto de coisas nossas. Poder ficar em silêncio sem constrangimento. Me bastavam os abraços apertados e a sensação de ser querida. Eu poderia viver eternamente assim, mas eu esqueci que existe um tipo de dor que faz sangrar por dentro. Essa dor que me fez vir aqui e escrever, escrever... na vã esperança de parar o sofrimento que é ver outra pessoa receber o seu amor.
E agora o que eu faço?
Como eu posso continuar com isso?
Eu preciso controlar meus sentimentos.

Preciso ficar longe.

Preciso ficar só.

Por um tempo.

Fuck. Fui.


Sunday, April 11, 2010

Mentiras, Filmes & Momentos Reveladores

Quando vc pensa que as coisas estão lindamente na direção correta...
Certas pessoas tem o dom de nos levar à bipolaridade de opinião: em um momento estão no topo da nossa lista de admiração e no outro, caem diretamente no limbo dos dalitis da escuridão da existência...
Por um lado isso ajuda muito a separar o joio do trigo (q termos mais bíblicos rs). Uma coisa eu aprendi: borboletas morrem e renascem na mesma velocidade em que um sorriso e um olhar, ou ainda uma frase, sai da boca brisada de alguém...

Mas, na sequência, qdo vc pensa que as coisas estão mesmo no fundo do poço...
Wow! Eis que aparece alguém com a capacidade de me deixar com um olhar sonhador e um sorriso de reconhecimento flashsideways ao melhor estilo "Lost". Em um sábado fadado ao fracasso, me surpreendi ao me sentir como Desmond ao tocar a mão de Penny no ep11 da última temporada.
Eu acho que ainda vou conseguir escrever "amor" sem aspas.

****A mente é uma gde escola de delírios, de ilusões, de sonhos****

Talvez seja um sinal mesmo. Espero ansiosamente que sim ^^

E pra fechar com chave de ouro, nada melhor que 4 cervejas divididas vendo o sol nascer. São momentos simples assim que unem as pessoas, e é nessas horas que vc descobre mais sobre o que significa: amizade.

Té a próxima.

Tuesday, April 06, 2010

"...que até prefiro esconder"

Mentira.
Quero que saibas.
Tenho nada a perder
Porque já perdi.
Antes de te conhecer,
Antes até, de querer.

Atraso cruel
Mas antes tarde.
Com aspas ou sem,
Carente, ou nem,
"Amo" sem alarde.

Mentira.

Friday, March 19, 2010

Coisas de março

Um olhar e já se foi meu chão...
Eu disfarço. Eu estremeço por dentro.
Um abraço e eu me desfaço...
Quase infarto.
Um agrado e eu guardo...
Eternamente aquele momento
Num tormento... Cara, tô carente!
Doente...
Quente...


Que será que você sente?

Tuesday, February 23, 2010

Verão (estações pt2) again...

Uma vez escrevi sobre as estações, isso foi em 2004... O Verão foi a parte 2.
Algo me fez ter vontade de postar aqui novamente - talvez seja o calor infernal q fez ontem...

Verão

... a realidade então cai, pesada, desajeitada. Em que momento o cego pôde ver novamente? Que mãos benditas (ou malditas?) retiraram dele o câncer plantado, semeado com tantos sonhos e fantasias? Ele vê. Pupilas dilatam-se. É o réquiem de um sonho. Que triste cena contemplar os destroços e finalmente constatar: os pedaços não mais formam o todo. Em meio às brigas, desencontros, desentendimentos surge a raiva. A brisa suave da primavera vira um vendaval de discussões infundadas. A luz que antes cegava, agora consome, maltrata, força a enxergar e a prantear a mágica perdida. Faz cobiçar o ideal. O que era perfeito. Utópico.... Distante... Mas impossível? Talvez. É difícil reunir forças, resumir sentimentos, comunicar, combinar e então resgatar uma relação em chamas. O que se pode aprender em meio ao fogo? Que lições são ensinadas por queimaduras de amor? Dessa mistura de suor, lágrimas, fumaça e cinzas talvez renasça a esperança. Tal como fênix ressurgindo das cinzas, eis que então brota a compreensão mútua. A admissão das culpas e erros. O aprender a perdoar e esquecer. A perda do orgulho e vaidade que abre portas para um espaço novo, inexplorado. Uma folha em branco. Uma visão totalmente desprovida de máscaras e devaneios. Os olhos vêem o que ali está....nu e cru, desprovido de maquiagem: um ser humano frágil e imperfeito, um esboço de eternidade à procura de sua própria verdade. Uma imperfeição cativante, que instiga e não impede o fluxo das emoções. Uma imperfeição que desafia o raciocínio lógico, semeando infinitas e inexplicadas razões para que, mesmo em árido solo, brote o amor...


Friday, February 19, 2010

Insônia

É...
Fugir do "amor" não dá certo - ou melhor - tem o efeito contrário.
Brincar com fogo queima sim - especialmente o coração.
Eu fui da indiferença à idolatria - e agora estou no meio - onde mora o "amar".
Eu fui num caminho nevado de mentiras, e acabei no calor de uma verdade que começa a sufocar...
Ficar perto é o que eu quero. Tocar. Conhecer.
No entanto eu sei que o que me "espera" está quebrado, usado...
Não sei como agir direito - vou ficar aqui quieta.
Vou fazer dieta de olhares e toques,
Tentarei diminuir vontades.
Vou dividir noites frias e soltas...
Insistirei em camuflar verdades.

Friday, January 15, 2010

Só a Vida Pra Proporcionar Certas Coisas

E não é que a inspiração volta novamente pra me trazer um pouco de sanidade mental?

Semanas atrás eu dizia, sentia, que meu coração estava fechado pro mundo... Não, não.

Na verdade estava escondido em meio à saudade de um amor antigo que alguém até poderia chamar de pré-histórico mesmo. Só que as pessoas se vão, mas os sentimentos ficam pra trás. Ou os sentimentos se vão e as pessoas ficam? Isso vai dar dor de cabeça. Só que nessa distância entre o que senti e quem eu sou ficou apenas uma área difusa, confusa. Não estou querendo dizer que eu ainda amo, nem poderia saber ao certo - nem quero entrar em pormenores - mas o que acontecia na verdade é que eu sentia falta desse alguém em minha vida. Só isso (há quem discorde). Não é isso que interessa, porque saber que essa pessoa não me odeia já é suficiente! Saber que eu posso entrar em contato e passar algumas horas em meio a amigos sem brigas ou neuroses é o que me basta. A prova disso foi o enorme sentimento de alívio, foi sentir que eu ainda tenho um coração aqui sim e que apesar de ser egoísta, egocêntrica e sabe lá mais que palavra comece com "ego", eu não estou morta por dentro. Apenas faltava um pedaço, a peça que não parecia importante conscientemente falando, mas que em algum lugar dentro de mim não me deixava "sentir".

Uma coisa leva a outra e quando a gente começa a sentir, começa a viver. Vivendo, a pessoa está vulnerável e aberta para o que vier: pessoas novas, sentimentos, sensações e revelações, tanto internas como externas, porque vc tb começa a enxergar o outro. Aí algo estranho acontece, é como se vc abrisse um canal de comunicação não-verbal muito poderoso. Caramba! É como se enviasse ao mundo sinais de radar que vão atingir em cheio quem estiver no mesmo grau de energia, na mesma sintonia. Foi uma semana incrível! Cheia de surpresas e experiências que vão ser inesquecíveis pra mim. E o melhor de tudo é que o gosto da vida nunca foi tão bom!

Té a próxima!

Monday, August 24, 2009

Sem Nome, Sem Eira, Nem Beira

Difícil...
O que nunca foi consegue tomar tudo
E o que é possível fica nublado.
Preciso tornar um sentimento mudo,
Encontrar refúgio no passado...

O que eu estava pensando mesmo?
Melhor perguntar o que eu não pensei...
Eu vivo de esperanças
Eu vivo de esperanças...
E tudo o que eu não sei desse alguém
Vem por cima de mim como trem.
Rimas poucas e falsas
poucas, falsas...
fracas
Por que eu achei que poderia ser?
De onde eu achei que sairia uma poesia
Se tudo o que eu tinha era fantasia?

Sunday, May 03, 2009

Next!

Agora é hora de mudar
Chega daquilo que se arrasta
E que não chega a lugar nenhum
Tentei, tentei
Nem com tanta vontade,
Confesso.
Mas o que perde a graça
Dificilmente se refaz,
E quando tudo desbota
Não adianta reformar
E fingir que é tudo novo, de novo...
Não adianta ser amada
Não apenas isso
Não apenas amar
Precisa mais...
Pensem o que quiserem
Comentem o quanto puderem...
Se eu errei, foi com convicção
Se eu pequei foi por falta.
Do que? 
Se errei foi por culpa.
De quem? 
Só eu sei...
Fim

Saturday, February 14, 2009

DIVISÃO

corpo e cabeça
dança e palavras
diferentes partes
diferentes artes

embora ligados
embora ligadas
são coisas que nos separam...
o seu mundo
o meu mundo
perdidos

meus pensamentos
seus movimentos
contrários
arbitrários

mentes que não comunham
não compartilham
e sem essa "dança"
tudo se perde
perde-se a esperança...

eu não quero enfeite!
não quero acompanhante!
quero de idéias, deleite
quero companheiro/amante

quero espaço e rédea
abraço e solidão
idéias, muitas!
atitude, visão!
não quero caras/ bocas
nem bicos e roupas
quero mais que tesão

não quero ensinar
e sim, trocar aprendizados
quero meu cérebro cativado
não por beleza, mas significado!

quero ação e rebeldia!
quero um amor não encontrado,
ou talvez, apenas ocultado...
até quem sabe, um dia...

Tuesday, February 10, 2009

LAST WORDS

O silêncio fala + alto.
Entre caras, bocas e gestos
míngua a vontade de estar.

Os afetos perdidos
anulam projetos.
Fica tudo a desejar...

A palavra é despedida
e no silêncio distante
sobra apenas a saudade, 
perdida.

Sunday, October 05, 2008

Tragédia no banheiro do Cometão [reprise do fotoblog]


UM POST CÔMICO DO MEU FOTOBLOG QUE ESTOU REPRISANDO AQUI RS MERECE!


Tragédia Em Banheiro De Cometão!

Minha maquininha querida, companheira de todas as horas e de todas as baladas...
Tirei + de 6000 fotos com ela em 1 ano e 6 meses de um relacionamento mto feliz e cheio de flashes, alguns tombos[ alguns phodásticos rs], mas ela sempre firme em todos os momentos...

Espero que todos vcs que já passaram por suas lentes tão atentas e imparciais juntem as mãos e elevem seus pensamentos aos deuses digitais para que ela venha a se reestabelecer...

É com muito pesar e dor que trago a vcs a notícia dos acontecimentos inesperados, bizarros, e principalmente, molhados, que ocorreram no banheiro de um ônibus Cometa por volta de 5 horas da manhã de domingo, 06 de maio de 2007.

Estava eu voltando para San Juan de La Buena Vista, qdo necessidades fisiológicas advindas da ingestão de mtos e mtos líquidos alcoólicos no decorrer da baladinha forçaram-me a fazer uso da toilette do busão [eeeca!], qdo por total infelicidade, a máquina caiu na privada... [choro contido + um minuto pra vcs imaginarem a cena......................................................................................................................................]

Espero sinceramente que haja uma recuperação possível... pq ela não merece terminar seus dias assim... caída na privada de um banheiro de cometao!!!! rs

buaaah! sniff... =/

POST SCRIPT [às 19:00 ainda do dia 6]
Gente!!!!! Ela sobreviveu!!!!
Deixei a bichinha no sol o dia inteiro, no ventilador... fiquei segurando a alcinha dela o tempo todo dando força...

Com lágrimas nos olhos eu via as gotinhas de água por dentro do visor... [ desespero]

mas ela sobreviveu! assim como as fotos de ontem!!!! =) AGUARDEM

06/05/2007 Publicada por [M] de [MaH...LuKa]

Sunday, June 29, 2008

BOrboletas MOrtas

O passado morto
E no presente...
Borboletas
Em momentos rebobinados sem cessar,
Em olhares de tantas palavras escolhidas
Tantas lágrimas de lembranças confundidas.
O futuro te assusta,
Mas meu medo maior é do agora
Que me afunda e tortura
Nas vozes de sonhos, no embora...
Nas manhãs de nós, de queridas,
De cheiros e toques de vida.
Borboletas.
Em beijos outros toques de mãos,
Olhares,
Confusão.
Borboletas.
E o que sobrou de tudo?
Um nada infinito, finito?
Borboletas...
Nascidas no inverno de amar,
Procurando escolta num inferno de tentar...
Borboletas em caminhos errados...
E na hora errada (?)
A pessoa certa
Perfeita...
Em lágrimas, vais destruindo todas,
Cortando suas asas...
Deixando-as indefesas.
...é nossa "bestice"
...é nossa sorte que abortas
e nossas borboletas, amor...
Mortas, mortas...

Monday, May 26, 2008

No More Games

Jogos...
Cansei deles.
Se são necessários
Fico só então.
A coisa é simples:
Duas pessoas,
Um sentimento,
Uma vontade:
Querem se ver novamente
Porque parece o certo.
Querem descobrir,
Sentir de novo
Aquela "coisa" boa,
Viciante...
É o querer mais.
E aí começa a diferença:
Se alguém quer demais,
Se alguém quer de menos...
E surge o poder.
E quando se sente que ele existe,
O feitio muda,
Começa a disputa.
E esse é o jogo,
E eu não quero.
Essa é a partida,
E eu passo.
Não quero,
Porque não preciso.
Passei dessa fase.
Não quero ser mais,
Nem menos,
Quero compartilhar,
Dividir, descobrir junto
O mundo,
Eu mesma,
Nós e
A possibilidade de algo maior.

Thursday, May 22, 2008

Butterflies In My Stomach

Asinhas q batem,
Sensações,
É...
Asinhas q batem.
Emoções.

Olhos úmidos,
Coração acelerado
Sorrisos e abraços
Corações encontrados
Olhos abertos,
Olhos ligados.

Asinhas q batem
Sensações
"Coisas" que vc me dá
"Coisas" que ligam
Asinhas que batem
Emoções

Olhos lindos
Olhos envergonhados
Beijos...
Toques...
Corações apaixonados

Asinhas que batem...
São minhas borboletas
Que voltam
São minhas esperanças...
Que se renovam

Nem sei o que pode acontecer
Nem quero pensar
Nem entender
Só venha logo...
Pois quero lhe envolver
Quero o seu olhar
Quero apenas estar com vc

Quero muito, demais, demais...
Mais uma vez
E outra e outra
E muitas outras vezes mais...

Tuesday, April 15, 2008

Anything Else

Momentos que rápidos passaram.
Beijos poucos,
poucos toques,
que ao relento ficaram.
Não conseguiram aquecer,
desesperaram pra resolver
inesperadamente deixar de ser
e esquecer...
Mas ainda vou lembrar
e será a única coisa,
a única coisa...

Momentos que registrados foram.
Tantos passos,
abraços tantos
que não seguraram,
não conseguiram cativar
e a oportunidade de amar
infernalmente deixou de vingar
e sonhar...
Mas ainda vou lembrar
e será a única coisa,
a única coisa...

Palavras conhecidas de um filme,
mãos entrelaçadas que não seguraram.
Cenas repetidas, amigos e as bebidas,
corpos próximos que não encostaram,
palavras repetidas, cenas conhecidas,
o lindo final, o beijo e o tchau...
E ninguém percebeu que, na verdade,
o fim era o meu.
Foi simples e banal sim,
e não houve tempo,
perdi o meu momento.
Mas ainda assim...
vou lembrar e será a única coisa,
a única coisa...

Tuesday, April 01, 2008

Passe Amanhã

Dia sim, dia não, o amor sorri pra mim.
Olho pro lado oposto,
Ignoro, viro o rosto.
Não deixo me levar
Pelo olhar que brilha
E corpo que fala, grita!
Faço de boba,
Faço desperdiçar...

Dia sim, dia não, há oportunidades, enfim.
E eu não deixo ser,
Prefiro não querer...
Vivo uma dor antiga
Que é minha amiga,
Que acolhe, abriga.

Dia sim, dia não, ela vem, eu choro...
A dor não me surpreende.
Já o amor é incerteza,
Fraqueza...

Dia sim, dia não, fecho as portas.
O amor insiste, persegue.
Incansável beleza:
Um amor de princesa...

Mas sim, eu evito...
Prefiro lembrar o ontem
Mesmo que fúnebre e árido.
Vou "velar" aquele alguém.
Que enterrem meu sonho,
Que deixem-no ali onde jaz.
E deixem-me aqui, a pensar
Pois amar satisfaz não mais.
Não mais!

Monday, March 24, 2008

Tempo Perdido

Gestos e momentos que ficarão gravados
Daqui não saem, não, não
Aquele beijo, aquela emoção
O toque das mãos e o olhar
Coisas que foram ditas
Lembradas e queridas
Aquela maldita sensação
De perda iminente
O abraço e o silêncio
Nosso amor que é sagrado
Que incomoda e cutuca
O porquê de tantas brigas não sei
O porquê de tanta intriga
O choro e a raiva contida
Não sei, não não...
Mas deixa pra lá, deixa estar
Só o tempo vai dizer quem teve razão
Só o tempo pra fazer clarear a visão
Eu ignoro apenas a ignorância
Eu enxergo o que existe além
e não tem ninguém que me faça esquecer
aquele tempo perdido
aqueles minutos que eu perdi por perder...

Wednesday, February 20, 2008

Palavras de Saudade

Palavras de Saudade...

Aff... tá doendo demais, Dalle!
Saudades monstro de vc...
E só de pensar que não é mais só pegar um cometão e menos de 1 hora depois ver vc...
Dá vontade de chorar.
Tá phoda! =/

Temos que aprender a viver no labirinto da sua distância, fazer o coração parar de gritar e chamar seu nome em vão, encontrar forças pra continuar, perdidos nessa carência de você, respirar, reencontrar o chão... Lágrimas insistem em cair. Essa é a lição que não queríamos aprender: Ficar longe de amigos lindos como você. Lágrimas insistem... Tá difícil parar. É, vai melhorar, eu sei Mas sei que nunca vai passar. Nada a fazer... Agora é a espera, Agora é viver... Agora são lembranças e pedidos pro tempo correr pro tempo correr correr correr...

eu repito... é phoda...

Lá vêm aqueles pensamentos insistentes, novamente andando em circulos em meio às lembranças... Entristecendo a mente, totalmente perdidos nesse labirinto da distância.
E nessa ausência imperfeita vai crescendo, proporcionalmente, o sentimento perfeito.
Em meio a isso tudo, em meio à dor extrema, não dá pra fugir, nem mentir... Isso que deprime e sufoca é a mais pura e verdadeira prova. Essa saudade brutal mostra o que é real e maior do que nós. Mostra que o que sentimos é infinito enquanto dure esta AMIZADE.
linha reta... ________________________________

ly 4ever

Thursday, January 24, 2008

DESPEDIDA

[DESPEDIDA]
Nosso futuro, enterrado
e o presente, morto
É engraçado...

Era uma vez o amor...
num ontem equivocado
que hoje é todo errado,
É um amanhã sem cor.

Era uma vez o amor
Como de fadas um conto
Tínhamos planos tantos
Éramos unidade e ponto

Você acreditava em nós
que desatados foram
Eu acreditava em nós
Que desacreditados fomos

Palavras ásperas
Provaram o contrário,
arbitrário pensamento
ilusório e notório,
Sem cabimento
E que foi irônico
e sim, ridículo,
cínico e errôneo.

Mas era uma vez o amor...
Que bem tarde terminou
Alguém perdeu, ninguém ganhou
nem amizade, "penna", restou.

Aqui jaz 'a promessa', amor
Um minuto de silêncio,
por favor.

[17.01.08, às 3 da madruga rs]

Monday, January 07, 2008

Prêmio da Academia

Há dias em que me vem
A vontade do adeus...
E dói...
Há dias em que não consigo
enganar ninguém
Dizer que tudo está bem
Sorrir pro meu inimigo,
O amor...
Há dias em que o Oscar é meu
Será que você imagina
Até onde vai essa mentira?
Será que você sequer cogita...
Ah, meu amor...
É como diz Ana Carolina
"Toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na sua vida"
Há dias em que aqueles momentos me atacam
Memórias órfãs
Queria ter sido trouxa
Talvez otária
Mais simplória...
Há dias que não quero estar tão perto
Quero nao ser alguém na sua vida
Quero não ser sua amiga
Há dias que me sinto assim
Há dias que não sinto nada
Eu amo apenas...
E embora eu tente
Não consigo dizer adeus
E embora eu entenda
não consigo ficar calada
Quero seu "amor",
A "esperança" no seu olhar
E mais nada...

no fim de 2007...

Sunday, November 11, 2007

JUDAS [reprise]

"As anyone who has been close to someone that has committed suicide knows, there is no other pain like that felt after the incident" - Peter Greene
(Como todos que foram próximos de alguém que cometeu suicídio sabem, não há dor igual à sentida após o incidente)


Initiu.
A dor tem várias formas. Aterroriza, marca, deforma. Provoca atos inexplicáveis em cenários ingratos. Molda realidades e ilusões que se diluem em soluções perfeitas. Uma dor imortal, uma amarga rendição. Quando a idéia do último suspiro estabelece raízes na mente, impossível não seguir adiante. Afinal... é apenas um passo. Olha-se para o abismo. O abismo olha de volta. O abismo espera. Chama. Reclama a sua quimera, já perdida e encharcada de substâncias e feridas. Bêbada de vinganças e lembranças ressentidas. Intoxicada de infinitas imagens que impregnam a mente e geram a idéia inicial. Que geram a ação... e a inércia. Os valores e as esperas. As quimeras e as dores. A encenação e a tragédia... O lamento final...


Conclusione.
E foi assim.... Como Judas. Ele pegou a corda e se enforcou.
Foi sim... Foi como Judas. Ele não deu sinal, não deixou recado. Morreu... à toa. Morreu enforcado. Sem nem um recado... Judas... Pobre coitado.
E agora? E o riso? A namorada? Os amigos... perdidos... Sem explicação? Como...? Por que não? E agora, Judas? Três dias de luto. Três e quem sabe, talvez... Depois de um mês. É... Talvez... Um mês. Não, um não é suficiente pra esquecer. Pra esquecer, Judas, o que você fez. Depois de um ano... Será que a dor ainda persiste? A esperança de redenção... existe? Ah não... Ah não... O que você fez, Judas, não tem reparação.


Effectu.
Estranho ter agora apenas uma foto. É o que sobrou para assombrar e legitimar a falta de proximidade. Os que juntos trilharam caminhos paralelos sentem-se excluídos, feridos, traídos. Culpados?
Será que existe culpa nesse caso? Muitos dirão que não há tal coisa. Muitos dirão que foi repentino, um momento de loucura por causa de fatos recentes. Ou terá sido destino?
Poucos dirão que a semente da destruição sempre esteve lá, inconspícua, firme, incubada. Houve apenas o momento propício, e em dois dias tornou-se forte o bastante para germinar e estender seu talo espinhoso e negro até o coração, envolvendo-o, estrangulando-o até que a dor se tornasse insuportável. Até que o distante se tornasse presente, a mente, ausente, e a morte, fácil, num amargo instante.
Os que ficam não entendem, apenas indagam:
É o fim? A dor termina assim?
Não.
A dor é imortal.

Wednesday, October 17, 2007

Post Comemorativo 3 ANOS

Eita! Nem ia escrever nada mas olha só! Não podia deixar passar! 3 anos! 3 anos de blog! uhu! O servidor é péssimo [bigblogger], mas aqui ficaram histórias e estórias, momentos e passatempos! N tenho nada de novo pra dizer no momento rs É só pra marcar a data mesmo, então, vou repetir, relembrar aqui o primeiro post!

De 3 anos pra cá tanta coisa aconteceu, mas as pessoas importantes continuaram perto de mim! Brave Heart n namora mais comigo, mas é parte essencial da minha vida, Highlander e evil, minhas primas tb! O essencial continua e no final vou deixar um vídeo de homenagem ao povo que nunca saiu da minha vida e que continuará lá " 4evermente" huaaaahahaha

FLASHBACK ===>17 de outubro de 2004

Um Mundo Novo

Entre, fique à vontade. Deixe sua dor, junte-se a mim. Sinta a profundidade, a intensidade. Sangre comigo.

"Perdi-me dentro de mim, porque era labirinto. Hoje, quando me sinto, é com saudades de mim." Mário de Sá Carneiro

Mais um fim de semana se passou, sábado atípico em casa, domingo morgado, sexta: balada, neve, whisky, friends (desfalcada... meu amigo Evil não quis sair, my more-than-a-friend, Brave Heart, tinha coisas mais teatrais para fazer...) O que me sobrou? Ir a um certo bar felino, com prima, amigas da prima e ser assediada por uma delas....tsk tsk. Mas numa última tentativa consegui a presença de meu amigo Highlander! A noite correu calma e sem maiores emoções, e num último gesto de "bondade" fomos visitar uma antiga amiga-dona-de-bar-quase-em-falência, e foi de lá que nos despedimos da madrugada.

Despedidas...madrugadas... Penso em minha despedida da vida. Quero que seja numa madrugada, com estrelas, neve, e espero assim achar o caminho de saída pro labirinto que me tornei. Brave Heart...I'm sorry, Death calls me and one day I'm gonna follow the calling.

Monday, August 06, 2007

Não vou negar

E começa tudo de novo
a tempestade
E a saudade
A vontade

Tudo de uma vez
Nada errado agora
Nada

Demorou pra enxergar
Demorou pra chegar

Tudo de uma vez
Tudo com você
Eu quero...
Tudo

Demorou pra enxergar
Demorou chegar
Chegou
Não quero desperdiçar
Nada
Nada

É tudo novo
É tudo velho
Um sentimento
Um momento
Eu não esqueço
A tempestade tocando
Eu não esqueço
Nosso momento
A verdade chegando
E você é a verdade
Sempre foi e
Não vou negar,
Não vou negar que eu...
...

Sunday, July 29, 2007

Neve Never

tempestades de neve congelando seu nome
cada vez mais soterrando...
e a distância vou deixando aumentar
cada vez mais vou esquecendo...
tentando fingir, não vou mais amar...

em cada trilha e carreira diferente
as batidas cada vez mais frequentes
mais agitadas e inconstantes
em cada trilha e carreira diferente
mais tiros e perigos constantes
em cada linha me sinto diferente

e seu nome que é dois
e eu e você que somos dois
eu e você que um dia eu quis um
um dia até que eu perdi você sim
e sim, sozinha, sozinha assim
eu sem você e com você assim
do mesmo jeito de um jeito diferente
e eu tendo que viver, fingir assim...
sem aquilo, sem mais daquilo enfim...

vejo seus dedos entre a neve
outros dedos que seguram sua mão
que um dia segurou a minha
que um dia segurou a minha...

vejo meus olhos um tanto insanos
outros olhos que vêem tudo estranho
que um dia viram os seus tão perto
que um dia viram os seus tão perto...

tempestades de neve congelam meu coração
e eu não sei se posso mais amar
e eu não sei se devo ou quero continuar
neve, neve, never...
neve...

Saturday, July 07, 2007

Testamento

Tudo girou pro lado errado...
O controle foi perdido,
O intelecto prejudicado.
O coração é mentiroso,
Não passa de fraude
Barata e covarde,
Um artista, um medroso.


Não se esqueçam:
Não haverá choro,
Não haverá vela.
Não quero nada,
Não quero coro,
Apenas amigos,
Também desafetos,
Colegas queridos,
Seres abjetos
E pessoas apagadas
Pela minha maldade
E vontade de ser superior
Será que não amei o suficiente?
Ou foi tudo excesso de amor?
Seja como for, já foi...
É passado, ultrapassado.
Foi tudo tão errado...
E certo ao mesmo tempo.
Equivocado, sensato
E sem sentido, exato.


Dói ouvir
Que tudo o que você quer
Não vem de mim...
Doeu seguir
Errôneas pistas,
Enganações implícitas,
Camufladas, maquinadas
E concessões ilícitas.
Você permitiu minha perdição,
Iludiu com suas falas
E impecável atuação.


Eu acreditei...
E num toque
Eu entreguei o improvável,
Desejei o inalcançável,
O que não estava lá,
Que nunca esteve,
Nem nunca estará...
Pra terminar, por favor,
Minhas cinzas, ao mar.

Monday, April 23, 2007

Longe D+

Longe D+

Foram longe demais
E longe da verdade,
perderam-se.

De tão perto
Ficou difícil ver
E tudo ficou incerto
E torto
E passado, e ultrapassado
E morto.

Só vou lembrar de nós
Eu vou tentar
Voltar...
Voltar... triste e só
E caminhar com você
E lembrar de nós...
De como éramos
De como somos
E eu vou chorar
E eu vou continuar
Vou lembrar
E vou pensar
Naqueles momentos loucos
naquele filme
nas nossas mãos
naqueles momentos poucos...
e vou lembrar
e eu vou chorar
vou continuar...
Fingindo esquecer
fingindo entender
que significou nada
que foram só momentos
soltos e poucos
e vou fingir
e vou sorrir
vou viver...
não há mais nada a fazer.
[23.04.07, 18:47]

Desencontro

É desencontro então...
De tantos fatos comuns
surge algo estranho
que de maluco e tosco
virou um monstro
uma divisão
um desgosto

É assim então
não tem conversa
não tem ação
É reação contrária
e adversa
É finda a festa
Foi ilusão
Foi tamanha a queda
A colisão
O estrago...
Perdi o chão

É adeus então...
Valeu a pena?
Valeu tanto alarde?
Não sei não
Sei que doeu
ain como doeu!
morreu uma amizade

Friday, March 30, 2007

Acredito

Acredito no amor
mesmo que doa
mesmo que à toa
Ainda assim.

Valendo a pena
Ou não
Eu acredito
Eu insisto em vão.

O amor é simples
sentir é complicado.
O amor é...
a verdade do que não possuis
a mentira que foi-te doada
o tapa que atingiu em palavras
Meras palavras que eram nada
nada.

Amar é simples
fingir é que não.
O que se disse
O que não se quis dizer
O que se vê
O que não se quer ver

Acredito no amor
mesmo à toa
Eu insisto.
mesmo que doa
Ainda assim...
Antes, durante
Tempos após...
Eu acredito sim
Mas não em nós.

Sunday, March 11, 2007

BorboletaS2

Carrego o coração nos olhos
no toque das mãos
e nas borboletas...

Tenho que ser discreta
Temo ser direta
Temo perder
Mas eu quero entrar no jogo
E ser algo novo

Quero ser o que eu vejo
E o que eu sinto
Se isso é confuso
Que dane-se tudo...
Eu quero mais do que tenho
Eu quero o futuro

Carrego o coração nos olhos
e no toque das mãos...
Tenho no peito um sonho incerto
E borboletas...
Mil e uma borboletas
Se você está por perto...
11.03.07 - 16:20

Tuesday, February 27, 2007

How I Wish

"Faça Apenas O Que O Coração Manda"

I wish I could
I wish...
Oh how I wish

Seria egoísmo
Seria culpa
Seria gula
Seria a mais pura...
Vontade

Seria eu
Eu
EU
mais uma vez
Eu Eu
+ eu +

Uma soma de medos e vontades
De maldades e erros
De méritos
De créditos
De pura vaidade

I wish I could
I wish...
Oh How I wish

Easy said than done
Easy said than done
Easy...
So easy
Oh How easy to break your heart
Once again
Once again...

Uma dívida de erros e maldades
De vontades e medos
De descrédito
O meu mérito
A minha vaidade...

Seria + eu
- nós
Menos tudo
Mais nada
E ainda assim...
Seria tudo.

I wish I could
I wish...
Oh how I wish.

Monday, February 05, 2007

Vero

Vero

Não sei se quero ou espero apenas
Não sei se é pena ou se eu venero
Eu sei que vale a pena tentar
Não sei se é hora de chegar
Aproximar
Beijar...
Não sei se é certo tentar
Ou deixar...

Tudo parece aquele abraço
Tão longo
Tão inesperadamente longo
Tão desesperadamente curto
Tão curto pras nossas vontades
Ou apenas minhas?

Não sei se quero ou espero apenas
Não sei é cena ou se é vero...
Eu sei que tenho medo e não
É medo e não...
É medo do em vão.
De tudo se perder
Da gente se prender
Em vão...

Thursday, January 04, 2007

Condição

Se eu me desvio e pareço sem rumo às vezes
Não se preocupe...
Eu sigo um caminho, o meu.
Sozinha, esperando o dia que o amor irá acompanhar meus passos.
Eu sigo o caminho...
Se ele é perigoso e talvez sem volta,
Não se preocupe
Eu sobrevivo, só.
Espero o dia em que o amor irá proteger meu corpo.
Não se preocupe...
Se ele existe, existe esperança pra nós
Se a liberdade não nos prender
Se eu não me perder...
Existirá nós.
Se eu não faço as coisas certas às vezes
Não se preocupe...
Eu consigo me safar
Sozinha, esperando o dia que o amor irá resgatar meus erros.
Eu encontro abrigo...
Se ele tem um preço e seja a minha vida,
Não se preocupe
Eu ainda vivo, só.
Espero o dia que o amor irá ressuscitar planos mortos.
Não se preocupe...
Se ele existe, existe esperança pra nós
Se a liberdade não me prender
Se você não se perder...
Existirá nós

Monday, December 11, 2006

Alguém... Ninguém

Um Dia Alguém Escreveu Pra Alguém Q Muito Amou:


"I need 2 know why when I listen to this song I always remember u, and I feel so much luv that it becomes hard to breathe... gosh... I fell in luv so deeply I just dont know how it hit me so hard... My head simply spins every time I try 2 understand this huge feeling... but I really dont know if I want 2 know why or how. I just wanna feel it completely...
I just want 2 enjoy this happiness of having u in my arms, of feeling your gentle touch, your lips on mine... I want 2 be fully in this sweet surrender... I'm yours, I'm not afraid to give u everything, my luv, my mouth, my body, my air... It's all yours. I also give u my tears, all the tears I have cried b4 u came 2 light up my life... I wanna give them all 2 u, so u can bury them with the strength of ur luv... and it's amazing how u can, with a
simple smile, a simple touch, make me feel so light, so light that I believe I can fly, yes, I'm flying now.
I've been flying 4 a while... I have been 2 the wonderful sights of heaven when I'm with u, when I hold u and I can feel your heart, it feels so good that tears, happy tears threaten to roll down my face and wet my soul, so sweetly that not even the darkest and mysterious future can put me down. Thank u... my luv."


Um Dia Alguém Que Muito Amou Escreveu Pra Alguém:


"what's perfect... it's always disturbed, because it's not usual, ppl r not used to it, time itself tries to disturb, cos it can't luv, it just passes... that's why it goes so fast when we r together.. it's jealousy... coming from all over the world... from the trees that cant move to touch u... from the rocks that r so cold and would like to feel your warm touch... from the ocean that, although it's so big, it cant reach you... from the sky that shows you the very best stars, so you can think of it, but u never do... from the air u breathe, thinking about somebody else than the air itself, that's the only thing that reaches u in this world, but... it cant reach your heart... like I've tried so hard to..."


Dois Alguéns Que Não São Mais Nada... De Dois Alguéns Não Sobrou Ninguém...


Alguém Diz:


"Did I disappoint you?
Or leave a bad taste in your mouth?
You act like you never had love
And you want me to go without


Well its too late
Tonight
To drag the past out
Into the light"


Alguém Responde:


"Have you come here for forgiveness
Have you come to raise the dead
Have you come here to play jesus
To the lepers in your head
Did I ask too much
More than a lot
You gave me nothing
Now its all I got"


Alguém Disse, Alguém Esqueceu:


"If you wait for me then I'll come for you
Although I've traveled far
I always hold a place for you in my heart
If you think of me If you miss me once in awhile
Then I'll return to you
I'll return and fill that space in your heart
Remembering
Your touch
Your kiss
Your warm embrace
I'll find my way back to you
If you'll be waiting"


Alguém esqueceu a promessa de ser sincero e assim se perdeu e perdeu tudo o q valia a pena, alguém sofreu e aprendeu, alguém lamenta, sente muito, sente saudades, e esse alguém sou eu.

Tuesday, December 05, 2006

Irônicamente Platônico

Tempos
tempo
Passa
Passam
Horas
Dia
Hora
Dias

E algo continua...

Sensação estranha
Tamanha vontade
saudade da verdade
De saciadas vontades
Saudades estranhas
Tamanhas, insanas

E algo continua...

Tempos
Perdidos
Passado
Passados
Tempos
Acabados
Perdidos
Parados
No tempo

Algo
Continua...

Ainda
Sou...
Ainda
Sou...
Sua?

29.11.06

Thursday, November 09, 2006

Uno

O que fica quando acaba?
Será das chamas o fim na chuva?
Ou então o do gelo ao sol?
Bom, deve ser transformação na verdade...
Ou da verdade...
Mas é, vira algo diferente.
Ou indiferente? Também...
O que do tudo vira quando nada sobra?
Memórias.
Apenas memórias... de sorriso, de tristeza...
Não... não tristeza...
Talvez pena. Sim!
Pena. Dó.
Das curvas, das paradas bruscas...
Dos atalhos errados...
Dó dos acidentes não evitados...
Mas evitar... seria mesmo possível?
Ou já escrita estava a colisão de idéias/coração?

O que fica quando acaba?
Uma sombra sem corpo...
Um corpo na sombra...
Sobra um corpo.
Um. Não duo.
uma. Não tua.
Apenas uno...
Mas não vazio.
É de esperança cheio,
Transbordada ao infinito!

09.11.06 ImmX

Monday, October 30, 2006

Réquiem de Julho

Quando a realidade parece onírica
Quando os pesadelos são reais
Quando o sim está perto do não e o não a qualquer momento pode nos aceitar...
Então chegamos no limite
Atravessar, cair e nadar ou simplesmente afundar.
É só um passo...
Quando a neve parece cercar tudo a nossa volta
Quando o pensamento congela num momento que ainda não aconteceu
Quando o que aconteceu perdeu-se no tempo
Quando o tempo se perdeu do espaço...
Quando não há mais espaço...
Então chegamos a lugar nenhum
Lugar nenhum
Quando a solidão se enfeita de festa
Quando a festa termina em solidão
Então, os beijos foram em vão?
Será que o amor ainda existe, ou é fruto da ilusão?
Será que é fim sem começo, ou apenas começo de algo que não tem fim?
Chegamos ao limite.
Daqui pra frente é atravessar ou ficar...
Acordar ou sonhar.

Friday, September 22, 2006

Distorção

Palavras perdidas
Palavras torcidas
Relevadas
Esquecidas
Feridas...

Depois de tantas viagens
E bilhetes só de ida
De flores mortas e secas
Antigas
Algo se aproxima

Não se sabe ao certo
Não se enxerga o todo
Não sei
Não ouso querer
Não ouso
Não, não...
É perigoso.

Depois de tantas portas
Fechadas
Trancadas
Uma luz na fresta
Parece que se abre
Parece que abre
Parece que...
Apenas uma luz
Apenas luz
Luz

Não ouso olhar
Não ouso
Esperar
Não posso...
Posso apenas sentir...
Sentir o mundo
Sentir um mundo
Nosso...

Mas não ouso
Sonhar
Não posso...
Só respirar
E acalmar
As batidas
Refrear
Expectativas
Lembrar
Sorrir
De forma louca
E esquisita
Parar
E respirar
E gostar
De forma louca
E distorcida.

Tuesday, September 12, 2006

Entonces

Pensei em escrever a história do que se foi
Em busca do que talvez nunca será.
Mas resolvi deixar pra lá...
Deixar que as águas fiquem calmas,
Que os monstros que ali vivem apenas ataquem
Mais incautos e corajosos corações.
Pensei em reescrever as verdades
Mas elas viraram mentiras
Tentei ressuscitar os vivos
Mas eles querem continuar enterrados.
Entonces... Fazer o quê?
Get high...
E que meu amor descanse em paz.

Tuesday, September 05, 2006

Estranho

Uma sensação estranha...
Não sei o que sentir quando me deparo com sua raiva contida
Não tenho o que dizer quando minhas palavras parecem mentiras
Quando tudo parece normal, vem então a explosão.
O tempo passou e o seu amargo não diminuiu.
Suas palavras tentam ferir quando não há mais motivo
E quando sua fúria me atinge
É algo estranho...
Não sei se relevo ou se me engano
Mas parece que qualquer coisa é melhor do que a indiferença
Que seja raiva, que seja mágoa
Que seja...

Monday, September 04, 2006

Contínua

Ela não pára
Só transforma, deforma
Eu dei sinal,
Gritei
Ela não parou.
Quis pular
Alguém segurou.
Olhei ao redor
Quem me salvou?
Foi meu ego,
Sua dor...

E a vida continua,
Atropela, esfola
E eu sigo...
Sem você...
Não páro,
Não posso
Vou em frente
Transformada
E esfolada,
Mais gente.

Monday, August 28, 2006

Nada Não

Gritos em vão
Que só o silêncio pode ouvir
Nada a fazer
É apenas não
E nada pra sobreviver
Fingir...

É apenas vão
E vala pra enterrar
Egos depostos
Ecos engasgados
Revoltados
Expostos

Gritos em vão
E ninguém quer ouvir
Nada a dizer
É apenas solidão
E eternidade pra esquecer
Ferir...

É apenas não
E silêncio pra machucar
É sentimento oposto
É amor vingado
Renegado...

É apenas não
E silêncio pra castigar
Nada a lembrar
Não mais...
Nada a reatar
Não mais...
Dessa vez não
É apenas fim...
Sem mais
Sem perdão.
18.08.06

Thursday, August 17, 2006

Live, Love & Learn - Lesson One

Live, Love & Learn
Lesson one:
A dor se transforma

Abri os olhos sem lágrimas e pude enxergar.
Está tudo tão diferente, mais puro, mais claro.
Acreditei na dor e ela me ensinou.
Fiquei à sua mercê e fui salva por ela.
Tendo arrancado o meu orgulho, e diminuído meu egoísmo, mostrou o que ainda pode ser. Tendo recolhido suas presas, apenas mantém pressão leve pra que eu não me esqueça.
Pra que eu não me esqueça...
O amor cruzou minha vida duas vezes. A paixão tentou imitá-lo em um dia de julho. Quase conseguiu, mas mentes em estações diferentes não se toleram por muito tempo.
Percebi meu erro em julho, um ano depois.
É muito tarde pra existir um amanhã nesse momento, no entanto.
Reencontrei o meu amor e tive que deixá-lo partir.
Olhei nos seus olhos e não achei nada. Ah... e pensar que existia tanta coisa ali!
Mesmo assim, como é bom poder viver pra sentir!
Viver, amar e aprender.
15.08.06

Julho Eterno. Que o Seja Enquanto Dure Este Amor Perdido.

Tuesday, August 15, 2006

Um Dia...

Nada de rimas aqui hoje... Apenas palavras secas e áridas. Apenas a constatação de um erro. Apenas uma confissão. Um pequeno momento de desespero e saudade...
Tem sido difícil levantar da cama e ser perseguida por rosto e nome que de mim não tem lembranças. Um ser que nem acredita, sequer se importa, ou se dá conta de que aqui dentro um buraco se abriu...
EU errei. Eu errei. Eu errei. É tarde pra perdoar porque o esquecimento já fez seu trabalho e novos ares e olhares estão na moda. Eu serei pra sempre menos do que uma lembrança, menos do que um beijo sob estrelas cadentes.
Eu vou ser pra sempre aquela que deixou o amor ir embora sem um beijo de adeus. Aquela que ficou distante, ausente quando um carinho amigo, um telefonema era tudo o que era preciso.
A dor que eu causei só agora tenho consciência, pois ela me faz sofrer o triplo. Essa é a vingança do amor que foi maltratado e abandonado quando as coisas ficaram difíceis e o medo de um futuro incerto se tornou desculpa pra uma traição.
Sempre ri de quem perde a vida por amor. Hoje eu entendo que é possível, sim. Mas aprender sofrendo é o que podia me acontecer de melhor. É o que eu quero acreditar, preciso.
Alguém me disse que só quem já sofreu muito pode desfrutar plenamente da felicidade. Ah! E eu aprendi a amar! Sei que posso tornar alguém feliz ao meu lado, quando essa dor cessar. Um dia ela vai passar, quero acreditar.
Só que isso me parece à milhas de distância, e a cada passo parece que eu ando pra trás e vou de encontro a um passado que não existe mais... Um passado que não quer mais saber de mim e no entanto me tortura a cada dia, e cada lembrança, por mínima que seja, atinge como um soco no estômago, como uma facada no coração.
Eu não aguento mais. Chorar pelos cantos pra ninguém ver, chorar no banho e na minha cama, sufocando os soluços pra ninguém escutar. Tá difícil viver assim.
Vai passar... Vai passar. Vai passar... Eu vou vivendo... Não tenho porque reclamar ou pra quem recorrer, minha culpa não tem voz, meus atos não tem perdão e tudo está tão perdido e é tão tarde, tão tarde... Mas vai passar, vai passar...
De alguma forma.
10.08.06

Monday, August 07, 2006

Agônica Dor Crônica

Lembranças atacam
Por todos os lados
Agonia...
Esperanças deserdam
Todos meus passos
Errada fui
E fria
Em errada hora
E agora?
Cega de dor
Até quando?
Por que tanto
Amor?
Por que agora?
Agonia...
Esse é o preço
Esse é o pranto
E eu não esqueço...
Sua indiferença
Minha sina
Maldita descrença
Que não finda
E eu ainda não posso...
Não posso deixar...
Não posso...
Não quero deixar!
Não consigo...
Lembranças atacam
Dor, dor, dor!
Até quando, amor
Até quando?!
07.08.06

Thursday, August 03, 2006

Fardos & Lanças

Nem se lembra mais do rosto
Que mãos decoraram
Nem se lembra...
Desenho amassado
Matéria aprendida
Passada
Passado

O presente são lembranças
Minhas
Que são lanças e vinganças
Suas
Esse é o preço
É o sangue
Meu
Que escorre em rios
É o sangue
Que escorre no riso
Seu
E eu o mereço

Nem se lembra mais...
Eu fui
Eu era...
O desejo atendido
A coragem premiada
A estrela...
Eu fui
Eu era...
Seu amor
Eu era... sua

O futuro é uma lágrima
Que é fardo
Meu
Que é passado
Seu
03.08.06

Sunday, July 30, 2006

Era Uma Vez

Era uma vez um Amor.
Vieram as estações...
As tentações...
Veio a dor.

Era uma vez dois.
Veio a ignorância...
A mentira...
Veio o fim
E o depois...

Uma história bonita
Que foi destruída,
Perdida...
Esquecida?

Vivendo, aprendendo.
Tarde? Sim...
Muito...

Era uma vez dois.
Agora apenas uma.
Apenas dor.
E esperança,
Nenhuma.
30.07.06

Wednesday, July 19, 2006

Cadente

Eu consegui.
De tanto fugir
De mim,
Eu te perdi.

E a estrela que caiu
E anunciou o começo,
Sou eu agora.
Não mais existo,
Apenas pareço.

Sou um traço brilhante
Desaparecendo,
Morrendo.
Morrendo...

Tuesday, September 20, 2005

A Outra Parte

Pedacinhos de amor,
Carinhos reencontrados
Partes divididas, reunidas.
Caminhos e espaços.
E eu viajo nesse coração.
Nas suas batidas,
Na minha decisão.

Amor...
Eu viajo nesses olhos,
Nesse brilho,
Nessas estrelas...
Tão minhas
Pedacinhos... de mim.
Nesses dias de lua e de sol,
Nessas tradições sem fim,
Eu viajei e busquei.
Assim fui, em noites escuras.
Esbarrando em pessoas
Sem prestar atenção,
Sem noção,
Sem hora,
Senhora de mim.
Mas hoje você foi meus olhos
E eu vi a luz,
Com suas mãos o céu toquei
E antes cedo do que tarde,
Desafiei covardemente o medo
E você encontrou sua outra parte.
ImmX, Ago 05

Tuesday, August 30, 2005

Então

É...
E então...
Você e eu...
A situação não nos favorece
Não sou dona do meu coração
Não sou dona do seu coração
Se fosse não existiria mais o amor
O seu amor
O seu amor...
O meu amor...
Não existiriam lágrimas
Não haveria confusão
É...
E então...
Você e eu...
A situação...
Se eu fosse...
Não existiria a dor
A sua dor
O meu amor
Mas...
Então...
Você e eu
Você e eu...
Você... e eu...
Não.

ImmX, dia 25 ou 26 de agosto, não lembro...

Tuesday, August 23, 2005

Em Qual Rua?

Marcas de punhos na parede
Na testa, galos
Nervoso
Marcas de lábios na mão
Na testa, beijos
Nervoso
O gesto delicado
Os desesperos
Sim, sim
As vontades
As realidades
Nãos, Nãos
As marcas, as cicatrizes
As horas felizes
Deslizes de mãos
Felizes
Cicatrizes...
"Não consigo tirar meus olhos de você"
Os olhos da boca
As mãos do rosto
Belezas
Sorrisos
Tristezas
Não consigo...
Não comigo
Não contigo
Não consigo

"Eu só quero saber em qual rua minha vida vai encostar na tua"
Má "Immortal X" em 20.08.05

Tuesday, August 16, 2005

Borboletas

Borboletas
O passado morto
E no presente...
Borboletas
Em momentos rebobinados sem cessar,
Em olhares de tantas palavras escondidas
Tantas lágrimas de lembranças confundidas.
O futuro não assusta,
É o medo maior do agora que se estende,
Que se afunda
Nas vozes de sonhos,
Nas manhãs de nós, de brigas,
De cheiros e toques de vida.
Borboletas.
Em beijos outros toques de mãos,
Olhares,
Confusão.
Borboletas.
E o que sobrou de tudo?
Um nada infinito, finito?
Borboletas...
Nascidas no inverno de amar,
Procurando volta num inferno de tentar...
Borboletas em caminhos errados...
E na hora errada
A pessoa certa
Perfeita...
Na hora errada...
Errada...
Em lágrimas, vou destruindo todas,
Cortando suas asas...
Deixando-as indefesas.
...nossas emoções
...nossa sorte torta
...fora de hora...?
...nossas borboletas, amor...
Mortas, mortas...
ImmX

Tuesday, August 09, 2005

Mais


Mais
Muito mais do que minutos
Do que rápidos beijos
Do que toques, sobrancelhas
E olhares
Do que cheiros, desejos e arrepios
Mais, muito mais do que suspiros
Do que olhos úmidos
Do que sopros, do que línguas
E lábios
Eles continuam o que não deveriam ter começado
Ele a esconde no espaço das cordas do violão
Ela desempenha seu papel de musa imortal
Ele a quer demais
"e se ele, de repente..."
Quando se gosta...
E se sente
Quando é forte
Quando é quente
Quando arde...
Se quer mais, mais
E agora é tarde,
Ela quer,
Demais.
ImmX

Tuesday, August 02, 2005

Mais Uma Vez

Mais uma vez

Ela olha do lado...
Só, mais uma vez,
Mais uma noite...
Pensamentos incoerentes,
Vontades diferentes.
Mais uma vez,
Mais uma noite...
O telefone e agenda.
Uma voz que seduz.
Algo novo, algo velho,
A oportunidade, a luz.
Mais uma vez,
Mais uma noite...
O velho estranho desejo.
O novo e incauto ensejo.
A dúvida, o sim e o não.
Mais uma vez,
Mais uma noite...
Confusão.
Immortal X em 31/07/05

Wednesday, July 27, 2005

Poetar

Poetar

Olhares alheios,
Mãos e dedos...
Desejos de bocas,
De vodkas e beijos.

Poetar é escrever conexões.

Carinhos de papel,
Frases de plástico.
Toques de sabão,
Afetos elásticos.

É tirar retratos,
Raios X da alma,
Do que se ama,
Do que faz falta.

É traduzir sons mudos
E inércias em movimento.
Criando do incerto,
Óbvios sentimentos.

Poetar é enxergar o belo em cada gota de sangue.
Auscultar medos crônicos e anacrônicos
Enfaixando perguntas expostas sem respostas.

É...
Na histeria das dores do mundo,
Poetar é curar.
ImmX, 21.07.05

Wednesday, July 20, 2005

Fuga

FUGA
E então você acordou.
É estranho...
A lógica parece diferente, mas eles não.
-Os sentimentos abafados-
Você olha ao redor.
Tudo é dolorosamente familiar...
Vê suas ânsias oníricas abocanhadas -e mais uma vez- a verdade é cuspida:
Ao seu redor existe tudo, menos o desejo de estar.
-Pecados e escravos-
Você fecha os olhos num suspiro .
Dói demais...
Ver sonhos construídos, novamente arruinados por elas.
-As oportunidades paralíticas e as saudades órfãs-
Você tenta relevar e levantar.
Sobreviver...
Como se fosse possível esquecer aquele sonho...
Como se fosse possível terminar aquela estória sem começo...
É possível esquecer a paralisia daquelas mãos?
Fatos entalhados.
Perguntas encalhadas.
No solo da consciência ficou a vontade enterrada.
Num beijo proibido, a verdade do que nunca aconteceu.
Você não tentou. Você fingiu não entender o óbvio.
E agora, quais as opções?
Esquecer ou tornar a sonhar?
Levantar e encarar os frutos rotos daquelas sementes acanhadas?
Não, hoje não. Talvez amanhã.
Você fecha os olhos.
Talvez os sonhos voltem.
Quem sabe as coisas não mudam?
Quem sabe ela ainda...?
Quem sabe...
E então, você dormiu.
Immortal X, 19.07.05

Friday, July 15, 2005

Anoitecer

ANOITECER

O anoitecer que cai

É um renascer que trai

Parece a vã salvação
Doce fuga
Numa rota só de ida

Parece a sã redenção
Só que podre, fajuta
Uma derrota definida

O anoitecer que trai
É um fenecer, um ai

O torpor que é mentira
Porca e imunda
Desgasta, devassa...

O amor que inspira
Enforca e afunda
Degrada, desgraça...

O anoitecer
É ator e pai
No meu perecer
No meu calor
Que se esvai
Na minha dor
Minha dor...
ImmX, 13/05/03 às 15:00 h

Wednesday, June 15, 2005

Sem Nome 2

...
E então recomeça o ciclo. Um pouco aqui. Um pouco ali. Noites sem dormir. Momentos sem sorrir... A falta toma conta. A inércia parece normal. Uma insônia infernal. Quando foi que o "inofensivo" tornou-se mortal? Mas isso não é presente. Não te preocupes. Não te desesperes. Quando estás ausente, existe sim, o perigo sempre real e constante. Mas ao teu lado ele está contente, será o suficiente? Parece um recomeçar constante, um fim (de novo...) decadente. Um bem estar inconsciente.
Chega destes "entes", destas rimas exaustivas e freqüentes...
Existe um passado que parece sempre inacabado. Que sempre o força a tentar o impensado, a ferir seu ser amado. Ele, sim, ele... e o pecado. Não... Não é pecado. É um ato impensado. Condensado... Ah! Chega de "ados" e fados e fardos! Falarei a verdade: ele não está mais contente. Ele não vai mais recomeçar nada. Ele não vai... voltar. Não foi o suficiente, a ausência foi muito grande, o vazio ganhou. O vazio o levou. Sua lápide, é o que restou.
ImmX

Wednesday, June 08, 2005

Ser e Não Ser (Poesia Conjunta)

Ser e Não Ser

Ando nos limites da insegurança
Vago, perdida em revelações
Tentando ser e não ser, confusões...
Mistérios de um coração criança.

Vôo no infinito da imaginação,
O coração soluça,
Tentando ser e não ser, debruça
Sobre erros de contradição.

Tropeço em meias palavras,
Esquecendo a frase certa,
Tentando ser e não ser, deserta,
E esquecer, incerta, a quem tu amavas.

Entristeço-me
Pensando ao contrário de mim
Tentando ser e não ser
Sendo, por fim, o que não sou.
Por ImmX e Naná
em um momento de poesia conjunta em algum lugar no túnel do tempo!
(Modifiquei umas coisas, Naná, mas a essência está aí! Bjo)

Wednesday, June 01, 2005

Inhaerente (Monstro)

Existe um monstro ali.
Escondido em cada passo em falso, em cada gesto inconseqüente, em cada momento de desespero mal disfarçado...
A vítima o abriga e nem se dá conta do fato. Oferecendo calor nas noites frias e brancas, nas noites vermelhas e sorridentes, nas noites quentes e desidratadas, nas noites lentas e anestesiadas, ela o alimenta.
Existe um monstro ali.
Ninguém percebe seu olhar furioso, seu olhar guloso, seu olhar depressivo, seu olhar suicida...
Alimentando-se da dor e da sedutora auto destruição, ele cresce.
Ele cresce.
Seus irmãos Sono e Morte o ajudam silenciosamente, com subterfúgios, facilidades e regalias.
O fechar de olhos momentâneo e inofensivo, o gás que impregna e intoxica, o sono falso que nunca é desperto. A garagem, a cozinha, o banheiro... As lâminas, o aço, o ferro, o frasco de comprimidos. A água, o álcool, o fogo, a brasa, as cinzas...
Facilidades...
Amizades...
Existe um monstro ali.
Sim, sim.... Faz um tempo que eu percebi.
E eu o alimento. Eu o acaricio.
Não tenho vergonha, nem peço ajuda.
Espero o dia da mordida, o dia da fuga.
Espero ansiosa, espero sem medo...
Existe um monstro ali no espelho.
ImmX em 01/06/05

Wednesday, May 25, 2005

Sem Nome

Quando as emoções invadem,
Ela não encontra razão,
Tudo parece intenso, intensa ilusão.
Ela e os outros...
Os outros, os estranhos,
As estranhas sensações
E as caras e abusadas,
Perigosas intenções.

Num êxtase ilusório,
De pulsação excessiva,
Num gesto contraditório,
Ela abre assim a ferida
Que aumenta lívida,
E da noite se alimenta,
Mas nada preenche
E nem acalenta...
A dor rasga, se alastra.
Que nem serpente
Numa selva de vermelhos,
Que nem rachadura
Num falso espelho.
A dor afaga, com a candura
De uma verdadeira paixão,
Perdida numa vida
Inteira de solidão.
ImmX

Saturday, May 21, 2005

Ouvindo 4 Non Blondes

Ouvindo 4 Non Blondes
O universo pára,
A música penetra
E não,
Nada é como antes,
A não ser a essência dessa inocência
E dessa criança a esperança
De tantos amores corroídos
Num ácido sem sentimento,
E de mil beijos diluídos
Em vãos passatempos.

E ela quer sumir desta cidade
Em fuga de cinema,
Deixar sua fragilidade
Em brechas do esquema.

Ouvindo 4 Non Blondes
Ela quer cantar o ego,
Abrindo o lacre das emoções,
Emergindo das imperfeições
Largando o medo...
E gritar aos quatro ventos
Que tudo vai acontecer,
Alimentando os rebentos
De um ideal que acabou
de nascer.

Ouvindo 4 Non Blondes
Procura a vã absolvição
Na música que equilibra
Santifica...
Transformando o sim e o não.
Nesses sons de viver
Ela busca a ternura, a tentação.
Ouvindo 4 Non Blondes
Eu ainda penso em você...
Por ImmX

Monday, May 16, 2005

Immortale

10 anos se passaram. 10 anos em que não visitava o bairro que morei por 7 anos. 7 anos que foram primordiais na minha vida. Sentimentos que afloraram aí tiveram profundo impacto na minha personalidade, caráter e libido... Tantas experiências... Primeiros beijos, amizades marcantes, sentimentos conflitantes, amores platônicos, dores adolescentes e poesias, poesias, poesias...
Ao regressar, depois de tanto tempo, memórias escondidas em cada canto, cada rua, tomaram forma e por instantes infinitos e inesperados dançaram a minha volta, arrebatando meu coração e atirando-me numa viagem temporal.
As noites boêmias, os natais de presentes surpreendentes, os fins de semanas fugidos, as férias gozadas ao máximo e o gosto inigualável de um beijo muito esperado...
O condomínio, as escadarias, apartamentos, festas, excursões... É muita coisa pra recordar. É muita coisa pra comparar. O presente está mudado, mas a essência não pode ser dissipada. O que foi não voltará jamais, mas também não poderá ser apagado. Noites de champanhe, programas de índio, vôlei na rua, descobertas, poetisas e a lua... Sentimentos, esperanças, medos, sonhos, adolescência, amigos, amigos, amigas... Fiz uma viagem no tempo e nela encontrei o que fui e o que sou. Nessa máquina do tempo entrei e dela saí mais gente, mais forte, mais confiante.
Beijos Naná, Jack, Renata, Joel... Nossas vidas mudaram, novas perspectivas apareceram, novos rumos foram tomados, e em meio a isso tudo, conseguimos manter nossa essência, nosso amor, nossos vínculos sinceros.

Friday, May 13, 2005

Ex- Amor Eterno

EX-AMOR ETERNO
Já viram lágrimas em meu rosto
Pequenas amostras de emoção
Viram meu interior exposto
E meu ego disposto a ser menos roto
Menos torto...
Morto.
Isso é pretérito, falecido, sepultado.
Só pra ser diferente
Escreverei o inverso, o esquecido e mutado
Agora chega o inverno
Meu frio
Meu vazio
O calafrio do ex-amor eterno.
ImmX

Tuesday, May 10, 2005

Crime de Viver

Crime de Viver

Quebramos regras
Invadindo nosso próprio espaço.
Ultrapassando o limite do sentimento
Matamos o tédio
E roubamos sorrisos.
Ao furtar olhares secretos
Fomos cúmplices,
Fomos espiãs.
Em nossas fugas alucinadas,
Quando boçais falsos nos perseguiam,
Encontramos refúgio da tempestade,
Entre raios e pedras,
Na nossa sincera amizade.
Não temo o veredicto final
Sei que inocentados serão
Os verdadeiros e os que não esquecem.
Nosso passado não foi vão
Pioneiros, os nossos passos permanecem,
São fósseis revelando uma vida,
Que embora há longo tempo vivida,
Jamais deixará apagar o sorriso,
Jamais deixará encobrir a certeza,
Muito menos a ternura do nosso ser.
Amigas uma vez, amigas para sempre,
Eternamente presas pelo crime de viver.

ImmX em 09/05/05

Friday, May 06, 2005

O Equilibrista

O equilibrista


Cansou.
Ao olhar pra baixo, num misto de vaidade e ódio, vê aquele séquito de invejosos.
Aquela multidão de hienas aguardando a carniça.
Fecha os olhos e sente leve tontura.
Alguns pensamentos obscuros percorrem sua mente.
Embora sinta-se tentado, ainda não quer se deixar levar pelo peso daquele sucesso. Não, não...
Um vento frio bate, chicoteia.
O leve balanço da corda vai tornando a mente preguiçosa...
Divagações lentas, memórias vindo à tona...
Lembranças de mágoas e lágrimas. Dores cansadas... Amores perdidos no vento...
É... Talvez seja a hora... Afinal, de que servirá a glória de um ato falho?
De que servirá o louro de uma vitória solitária?
É. Acabou-se aquela milagrosa sensação de bem estar.
É. Cansou de equilibrar-se.
Olha pra cima e vê aqueles sonhos tão bem desenhados em nuvens passageiras.
Relembra algo distante e sente um aperto na garganta.
Fecha os olhos. A tontura volta novamente, mas desta vez não a impede, deixa-se levar naquele vôo finito.
Por um instante há apenas o silêncio, rapidamente interrompido pelo baque e em seguida pelas gargalhadas animais...
O lento vermelho vai escorrendo e tingindo a superfície até então imaculada. Nos rostos, uma expressão de alívio e puro prazer. O show acabou. Agora tudo volta à mesmice. Não há mais o que invejar.
Eis que o equilibrista desistiu.
Eis que o sonho perdeu para o destino.
Forças maiores ainda existem para provar o óbvio...
A corda solitária que ainda existe não é mais a mera coadjuvante. É a estrela a espera de um novo prodígio cheio de si.
O espetáculo foi interrompido.
O equilíbrio foi perdido e assim perderam-se os elos...
O equilibrista caiu.
O sonho morreu.

ImmX em 05/05/05, 00:55 hs

Monday, May 02, 2005

Olhos Fechados

Olhos fechados

Com olhos fechados
Não vês a dor
Fica tudo mais claro
Tudo sem pudor
É fácil mentir
É fácil sentir

Com olhos fechados
Escutas melhor
Fica tudo mais vívido
Mais salgado meu suor
É fácil discernir
É fácil inferir

Com olhos fechados
Emudeces tua indiferença
Nada fica insensível
Nada vira descrença
É difícil esconder
O que tens guardado
É difícil não ver
Tua absolvição e o meu pecado
Tua sede e a minha fome
Com olhos fechados
Viramos brasa e cinza
No amor que nos consome

ImmX em 01/05/05 23:50

Wednesday, April 27, 2005

Questão

Tantos momentos perdidos sem razão... Tantas pessoas presas dentro de si mesmas... Tanta confusão... Tanto medo... Tanta falta de amor... Por quê? Você está aqui... Será coincidência? Por que veio? Por que viemos? Onde será que iremos parar? Será que é amor mesmo? Foi? Haverá uma segunda chance? Você acredita? Foi a última vez.... mesmo? Você estará vivo amanhã? Será que ele(a) está pensando em você agora? Será que eles sabem? Quem poderá dizer? E se fosse possível...? Quanto custa o seu silêncio? Já disse "eu te amo" hoje? Seus amigos são verdadeiros? Perguntas...


QUESTÃO

Quais as perguntas certas?
Ela confunde...
Quer e não quer
Descobrir o mundo.
Tenta e em vão espera...

Na virtude tentou viciar-se...
Mas loucas vicissitudes
Permutadas e somadas
Não forjaram a vontade.
Quis voar mais alto,
Gloriosa e fútil,
Sem sobressaltos.
Quis viver o inútil,
Chafurdar, afundar
Até o fim
Sim, sim...
Quis suicidar...

O plano foi traçado
O objetivo, calculado.
No seu coração frio,
Gelado, mal interpretado,
Ficou marcado
Um sinal,
Uma cicatriz,
Agônica, terminal,
Arraigada, infeliz...
É... Por um triz
Ela não foi amada...

Ah! Vida abjeta!
E por quê?
Perguntas,
Perguntas...
Quais as respostas corretas?
Por ImmX

Friday, April 22, 2005

Venenu Nostru

Venenu Nostru

Andou...
Rodou por tantos lugares,
Tantas vulgares,
Vazias e escuras ruas.
Caiu... Sentindo os olhares
Tão exemplares,
Vazios e insensíveis
A julgá-lo.
Estendeu a mão
E recebeu o não...
Torcendo o rosto,
Apertou o coração
E sufocou o grito.
Contorceu-se tosco,
Lambeu-se e ferido,
Levantou...
Suspirou, pequenino:
Ah! Tantos velhos preconceitos...
Retirou todos os espinhos,
Afiados e... Envenenados...
Olhou para os perfeitos,
Assim vazio,
Assim machucado.
Estendeu a mão,
Em vão...
Ergueu o olhar,
Torceu o rosto.
Ameaçou o grito
E contorcendo-se tosco,
Partiu para o infinito.
Por ImmX em 18/04/05

Tuesday, April 19, 2005

Assim

ASSIM
Linhas e linhas,
Carreiras,
Trilhas.
Ela segue,
Ela cheira.
Vai descendo
A ladeira,
Vertiginosamente,
Na brincadeira,
Perigosamente
Carente...
Ninguém vê, ninguém...
Ela é tudo
Pra elas, pra eles,
Mas não pra alguém...

Linhas e linhas,
Carreiras...
Ela sabe,
Ela quer...
Que o coração bata
Rápido, rápido
E pare,
Simplesmente
E pare,
Lentamente,
E pare,
Indiferente.
Porque tudo pára,
Acaba,
Assim,
Fim.
ImmX, 01/05/03

Tuesday, April 12, 2005

Condessa Vampira

A Condessa Vampira, Inspiração Para Cradle Of Filth


Elizabeth Bathory ou Erzsébet Báthory



Ela era belíssima, alta para a época, de feições delicadas e pele muito branca, sendo proveniente de família nobre, mas revelou-se uma das criaturas mais odiosas e cruéis de seu tempo, matando pelo menos 600 moças e banhando-se no sangue delas, acreditando que isto a manteria jovem e bela, além de ter o hábito de punir seus empregados de formas dignas de Hannibal Lecter do filme "O Silêncio dos Inocentes". Ainda, sua maldade foi tão notória que ela ficou sendo conhecida como um dos "vampiros verdadeiros" que inspiraram Bram Stocker a escrever seu personagem Drácula.


Nascida em 1560, Elizabeth Bathory, talvez por traumas de infância, por ter presenciado o estupro e morte de suas irmãs, ou ainda pelo resultado dos casamentos co-sanguíneos de sua família, desenvolveu uma terrível psicose e um gênio maligno. Após a morte de seu marido, o Conde de Bathory, com o qual havia casado com apenas 15 anos, Elizabeth mergulhou cada vez mais nesse lado obscuro de sua personalidade, recebendo em seu castelo na Transilvânia, várias pessoas ligadas à magia negra e coisas do tipo. Ela participava de orgias na casa de sua Tia que era lésbica, tendo Elizabeth também prazer no lesbianismo, assim como na flagelação. Ela também divertia-se muito com os instrumentos de tortura que seu marido utilizava com prisioneiros de guerra.


Por volta de seus 43 anos é que se iniciam os seus famosos banhos de sangue de virgens que ela e suas "bruxas" caçavam à noite. Sua crença de que o sangue de virgens pudesse lhe trazer o rejuvenescimento originou-se em um episódio que ocorreu quando ela punia uma jovem empregada. Ao bater no rosto da moça com suas longas unhas afiadas, ela tirou sangue da mesma, que caiu em algum lugar de seu corpo. Após o fato, ela estava quase certa de que o local onde as gotas de sangue caíram estava mais fresco e rejuvenescido. Foi então que ela consultou uma das pessoas entendidas de magia, que lhe confirmou o fato, talvez por medo de contrariar a tão imprevisível condessa...


A Condessa então raciocinou que se um pouco era bom, muito seria melhor! Ela acreditava que se tomasse banho com o sangue de virgens e que se bebesse o das mais bonitas, seria gloriosamente jovem e bonita novamente. E assim às noites ela e o seu séqüito caçavam jovens camponesas e no castelo, as penduravam vivas, nuas e de cabeça para baixo, em correntes, cortando seus pescoços, deixando o sangue escorrer em uma banheira, onde tomava o seu banho morno e rejuvenescedor... Se por acaso uma camponesa muito bonita aparecia, ela bebia o sangue em uma taça de ouro, mas mais tarde ela começou a beber diretamente do pescoço da "feliz" garota. Após 5 anos, ela percebeu que o sangue das camponesas não tinha mais o mesmo efeito, talvez por estar com defeito ou não ser de boa qualidade. No início do século 17, na Transilvânia, pais de posição social queriam que suas filhas recebessem fina educação... Foi a oportunidade perfeita para a condessa. Em 1609, Elizabeth estabeleceu uma academia em seu castelo, se oferecendo para cuidar de 25 garotas de cada vez e terminar a sua educação corretamente... As pobres alunas foram "consumidas" da mesma forma bestial que as garotas camponesas. Era muito fácil e Elizabeth se tornou descuidada pela primeira vez em sua carreira maldita. Num momento de frenesi, 4 corpos foram jogados para fora do castelo. O erro foi percebido tarde demais e os camponeses tinham recolhido e identificado os corpos, chegando-se assim a solução dos desaparecimentos... O saldo total das mortes: 600. O interessante é que enquanto apenas camponesas desapareciam nos 5 anos anteriores, as autoridades não deram atenção à estes assuntos, isso acontecendo somente quando garotas nobres começaram a desaparecer... Ela foi a julgamento, em 1610 e suas comparsas foram queimadas na fogueira, mas ela por sua origem nobre não pôde ser executada, foi então confinada a um quarto minúsculo de seu castelo e nunca mais pôde sair - ela morreu 4 anos depois. Abaixo foto da torre onde ela foi confinada.



Elizabeth nunca disse uma única palavra de remorso ou algo parecido. Mais detalhes da história (em inglês) aqui! ou (português - não é a tradução do outro texto) aqui!



Você pode adquirir essa linda bonequinha da Elizabeth no site ImToys: Compre Aqui

Thursday, April 07, 2005

Inesperado

INESPERADO

Eu consegui feito inédito:
Matei... Fria,
Calculadamente.
Assassinei. Era dia
E teu sol que ali jazia
Fracamente,
Inútil companhia,
Vazio, morno, decrépito
Não aqueceu meu coração
Que ali, congelado, não batia.
Nós que atavam, estrangulavam a voz
Do seu eu que quis ser nós,
foram algoz, juiz e sangria,
Fiéis executores da minha perdição.

Na solidão da minha sentença,
Reconheço... Tardia,
Tão amargamente,
O sentimento, a magia,
Teu sonho e alegria,
Tão covardemente
Sepultados, eu diria,
Pela minha descrença.
Assassinei o que ainda era flerte,
O que verão prometia,
Viverei agora assim, só, inerte
Numa vida de letargia,
Eterno inverno e pó celeste,
Sem tudo o que me deste
E que aceitar eu não podia,
Pois amar-te me diminuía...

Resta-me recordar,
Neste meu idílio desesperado,
O amor que crucifiquei,
Que me alegrei de ter matado.
Resta-me lamentar
Teu suicídio inesperado.
por ImmX em 21/05/03, 2:28 a.m.

Saturday, April 02, 2005

Loucura

Loucura

Vem
De súbito,
Insólita,
De modo estúpido
E competente,
Na incompetência total,
Nos devaneios,
Caos, realidade virtual.
Suas afiadas garras
Impelindo a gritar,
Bizarras...
A mente a delirar.
Numa metamorfose,
Num renascer.
Tudo parece novo,
Real e real.
Atrás de estranhas grades,
O que significa
O que vejo,
O que sinto?
Ao meu redor
Napoleões e Einsteins grotescos,
Excêntricos, dantescos.
Vivendo, morrendo
Num mundo de cores fortes
De choques, dores
E de Van Gogh.

O que sinto sufoca
De tanta esperança,
Tanto amor...
O que vejo cega
De tanto desespero,
Tanta dor...
Sou produto da sanidade
Diluindo-se aos poucos.
Sou o médico, a cura,
A enfermidade...
Mentiras, juras e verdades
Sou muito
E tão pouco.
Sou humano
E tão louco...

Por ImmX - 93-05